
DE TI CORAÇÃO
Que queres de mim que me fazes procurar o que não se vê? Desejar o que talvez não exista! Terás enlouquecido? Embalas-me na mais bela e doce das loucuras, arrebatas-me como folha que se desprende ao vento e deixas-me desprotegida! Tomas-me sem aviso, feitiço inocente, e eu deixo-me levar nos braços de miragens por ti contadas. Coração, tu que nunca me escutas, que nem imaginas quantas lágrimas podem cair sem se verem, nem quantas dores fenecem até não se sentirem… Como penitência, ofereço-te o meu silêncio! Mas não te assustes, não desassossegues, que este te seja como murmúrio de calmaria, prenúncio do vento, descendo pelo vale.
Que queres de mim que me fazes procurar o que não se vê? Desejar o que talvez não exista! Terás enlouquecido? Embalas-me na mais bela e doce das loucuras, arrebatas-me como folha que se desprende ao vento e deixas-me desprotegida! Tomas-me sem aviso, feitiço inocente, e eu deixo-me levar nos braços de miragens por ti contadas. Coração, tu que nunca me escutas, que nem imaginas quantas lágrimas podem cair sem se verem, nem quantas dores fenecem até não se sentirem… Como penitência, ofereço-te o meu silêncio! Mas não te assustes, não desassossegues, que este te seja como murmúrio de calmaria, prenúncio do vento, descendo pelo vale.
Peço-te, por um instante que seja, que entendas que eu também tenho razão.
Lourdes carinhosa.

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